"Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Que aconteça alguma coisa bem bonita com você, ela diz, te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza. Não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando."
"Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?"
"A gente se encanta. Não pelo que o outro tem nem nada disso. Pelo que se é, pelas ideologias malucas e o jeito com que as expõe, com que pisca os olhos e sorri, entregue.
A gente se encanta pelo emaranhado de coisas que o outro carrega dentro de si. E a gente fica feliz quando ele não é como um tanto por aí afora, que quer abraçar o mundo inteiro.
A gente se encanta quando o outro fica satisfeito em segurar a nossa mão ou abraçar o mundo junto também. Quem sabe. Mas sozinho não. É egoísta demais, vazio demais e não tem graça nenhuma."
A gente se encanta pelo emaranhado de coisas que o outro carrega dentro de si. E a gente fica feliz quando ele não é como um tanto por aí afora, que quer abraçar o mundo inteiro.
A gente se encanta quando o outro fica satisfeito em segurar a nossa mão ou abraçar o mundo junto também. Quem sabe. Mas sozinho não. É egoísta demais, vazio demais e não tem graça nenhuma."





